Blog do CLALTÃO


Telefonia: Oi? Tchau!

Será que sou tão chato assim? Não é possível que estou eu novamente enfrentando judicialmente uma compania telefonica dado aos péssimos serviços prestados e o desrespeito ao consumidor. Veja se não tenho razão:

Dia 01/Set/2009 me mudei de casa, de um bairro para o outro bairro ao lado, na mesma cidade. Esse tipo de mudança requer atualização de endereço para todos os lados. Pois bem.... solicitei a transferência da linha telefônica fixa para a nova casa. Depois de um mês, após vários contatos com a área de SAC da operadora Oi, cada contato com dispêndio médio de 1:15h tendo sempre que explicar a mesma coisa, etc... a resposta era a mesma: "- Senhor, temos um problema técnico. Analisaremos e retornaremos em 48 horas". Vale ressaltar que nessas ligações tive que corrigir o número da residência no processo de transferência por quatro vezes! Não é possível que os atendentes não tenham entendido eu dizer "NOVECENTOS E SETENTA E CINCO"... não sou fanho ou tenho quaisquer problemas de dicção. E veja só, eles entenderam "142". Será que existe alguma semelhança?

Bem, depois de mais de um mês sem telefone, suspendi o pagamento de algo que não estava utilizando e fui ao Procon. Após contato do pessoal do Procon, nos pediram mais cinco dias para uma resposta. Após cinco dias, não houve resposta. O Procon os contatou e mais uma vez pediram cinco dias. E os novos cinco dias se passaram... sem resposta, nem solução.

Abri um processo no Tribunal de Pequenas Causas. Foi tentada uma conciliação prévia. Enviaram um advogadozinho contratado, snob, que de cara fez a seguinte oferta: "- Senhor, lhe isentamos de quaisquer dividas com a Oi e o senhor está livre para buscar uma nova operadora."
Subitamente deu um vú...vú...vú..., meu estômago veio à boca, a pressão arterial subiu e meus olhos jorravam lavas de fúria. Mesmo transtornado, disse educamente que a proposta não fazia sentido e que aquilo me parecia um desrespeito. Nesse momento o advogadozinho pegou o processo e leu e disse: "ah... não transferiram seu telefone?!?!". Quase cai da cadeira. Quanto despreparo. Não houve acordo, processo adiante.

Dia 01/Dez/2009 subitamente uma surpresa. Toca a campainha em casa e o terceirizado da Oi veio instalar o telefone. Se demorou 15 minutos foi muito. Gente... três meses depois! Putz, voltei a ter telefone e internet (isso que não relatei os transtornos da falta da linha).

Dia 06/Dez/2009 não consegui fazer ligações. Liguei ao SAC novamente e para minha surpresa: "- Senhor, sua linha foi cortada por falta de pagamento!". Como assim? Eu fico três meses sem telefone e tenho que pagar a conta? Eu mereço, só comigo!

Resumo da ópera: contratei telefone de outra operadora - GVT - fui muito bem tratado e de forma rápida (na venda tudo é lindo. Espero não ter dor de cabeça com essa também). Aguardo decisão do Juiz pois a Oi não teve tão pouco a capacidade de atender ao prazo da justiça para apresentar defesa. Recebi uma notificação da Oi informando que se não regularizar o pagamento das contas vencidas meu nome irá para o SERASA. É pra acabar...

Atualizo o desfecho após os próximos capitulos.



 Escrito por Clalter às 22h26 [] [envie esta mensagem] []






Efeito palanque

E o Lula não sai do palanque. Impressionante. Começou sua carreira em cima de um palanque falando para peões, num linguajar de peão. Depois de muito palanque e caminhão de som, foi eleito presidente da república falando para o “Zé Povão” de cima de palanques, num linguajar de povão. Como presidente, incrível, continuou falando em palanques no mesmo linguajar “povão”. Mas logicamente palanques mais sofisticados.

 

Agora o PT escolheu o candidato à presidência, ou melhor, a candidata-ministra Dilma Roulsef. E adivinha o que ele está fazendo? Falando no palanque. Mas o pior, é que está usando a máquina para promovê-la. O exemplo claro e notório foi o tal encontro de prefeitos em Brasilia onde o foco foi a candidata. Não que ela seja má candidata. Em minha modesta opinião é menos pior que o atual. Mas não nos faça de palhaço.

 

É brincadeira. Governar mesmo, só por osmose. Um oportunismo sem fim. E o pior, é que o Zé Povão não percebe isso. Estão sobre o efeito palanque.



 Escrito por Clalter às 22h31 [] [envie esta mensagem] []






Insulfilm

Meu pai conta que era bacana descer do ônibus em movimento para se mostrar para as meninas. Belo dia ele desceu olhando para uma moça quando se deparou com o poste. No mínimo, cômico.

 

Outra do meu pai. Era chic ler jornal para se mostrar para a moças. Andando e lendo então, era o must. Um dia, está ele lendo o jornal e andando, logicamente, quando o jornal subitamente amassa na direção de seu rosto e lhe acomete de um impacto. Era o poste de novo.

 

Estou dirigindo, trânsito pesado, meu Rod Star ligado, aquele de cara dourada e de gaveta - show, quando avisto uma mulher maravilhosa no carro ao lado. Olho em seu rosto, uma pintura, e ela corresponde. O trânsito andou, engatei a primeira e fui, mas meus olhos permaneceram nela. Entrei em transe olhando para aquela beldade, quando então o trânsito parou e eu não. Conclusão: ela continuou dirigindo e sorrindo enquanto eu realizava um crash test.

 

Bons tempos de boas paqueras. Um certo romantismo, um certo saudosismo. O flerte era diferente. Era mais emocionante roubar um beijo. Era mais excitante a aproximação.

 

Mas tudo mudou. Hoje não se vê mais um flerte com requinte, com ares de romance. Faltam flores, faltam versos, faltam prosas, faltam poesias. A conquista passou a ser banal, fútil, fácil. Que saudades de um bom trânsito, vidro aberto, braço para fora, som alto e óculos escuro. Hoje a sociedade se defende da marginalidade, os vidros são fechados ao frescor do ar condicionado e a película escura oculta aquele que se esconde. E o flerte? Bem, os bons tempos se foram.



 Escrito por Clalter às 20h29 [] [envie esta mensagem] []






Diplomacia Lulês

O governo brasileiro aporrinhou o Principado de Mônaco pela extradição do corrupto golpista Cacciola. Sim, foi extraditado e posto face à antiga, deficitária e frouxa legislação penal brasileira. Muito bem, deu golpe, roubou o povo, aproveitou-se do bem alheio, então que preste conta.

Agora a história se repete, porém do outro lado da moeda, com um país irmão solicitando a extradição de nada menos que um terrorista, Cesare Battisti, detido no Rio de Janeiro desde março/07. Pois bem, o governo Italiano pede a extradição do tal meliante, que por acaso está detido à custa dos impostos que pagamos, e foi rejeitada por esse governinho brasileiro. Isso sim é diplomacia. Isso sim é exemplo de relações internacionais.

Resumo da ópera: sustentar um criminoso local é bom, dois é melhor ainda. O que se ganha com isso?



 Escrito por Clalter às 19h16 [] [envie esta mensagem] []






Futebol arte

Matéria de 20/07/08

 

Enquanto mundo a fora aparecem esporadicamente jogadores como Beckham, Eto’o, Zidane e Cristiano Ronaldo, no Brasil brotam jogadores de alto nível nas ruas, nas escolas e do nada.

 

A arte do futebol, o futebol-arte, transforma-se em futebol-força, a força no futebol. E nós não aproveitamos o nosso potencial.

 

Somos os ‘Globetroters’ do futebol. A seleção brasileira deveria ser chamada, sempre, de ‘dream team’. Mas, para os admiradores dessa arte como eu, agüentar Parreira, Zagalo, Felipão, Dunga, é sofrível. Simples disciplina tática e pegada.  Ahhh Telê, que saudade.

 

Acho que meu tempo passou. Estou parado no saudosismo de um passado rico em artistas dos pés. Mas a arte ainda há de vencer a força e o verdadeiro balé do futebol reerguer-se-á para deleite dos apaixonados como eu.



 Escrito por Clalter às 15h08 [] [envie esta mensagem] []






Um circo chamado Brasil

Publicado em 26/02/2008

 

Esse país é realmente um verdadeiro circo. E é na platéia que ficam os palhaços, nós!

 

Cada dia me sinto mais enojado com esse governo. Leis esdrúxulas e remendadas, mensalões a torto e a direito, festa dos cartões de crédito corporativo, desrespeito ao meio ambiente, a máquina inchada, PT e sua pífia estória de ética, Lula que disse, mas não disse, Marta Suplici que sugere um relaxamento seguido de orgasmo e todo o show de incoerência, impunidade e incompetência.

 

Acredite, a sexóloga Marta Suplici tem 25% da intenção de votos à prefeitura da cidade de São Paulo (Sensus/CNT – 18/fev). Não é possível que o povo não entenda o que é isso. Ela quase destruiu São Paulo em seu último mandato a frente da prefeitura.

 

Não bastasse isso, os resultados da pesquisa Sensus/CNT mostram que a avaliação positiva do governo subiu para 52,7% em fevereiro e que o desempenho pessoal do presidente Lula foi aprovado por 66,8% dos entrevistados.

 

Fazer propaganda em cima de números que refletem o crescimento global, não passa de oportunismo. E o povo acredita!



 Escrito por Clalter às 15h01 [] [envie esta mensagem] []






Lavagem espiritual

Publicado em 25/02/08

 

Antes de tudo, longe de eu fazer apologia ao álcool, a alimentação calórica e aos palavrões. Ao contrário, proponho uma quebra de tradições pessoais, consigo próprio, a fim de buscar a paz num momento único e seu.

Então, se você anda enraivecido com a vida, as coisas não estão dando certo, suas decisões foram erradas, seus planos não foram cumpridos, suas metas não alcançadas, não há alinhamento com seus pares, seu cachorro te mordeu, tua parceira te deixou, perdeu na bolsa de valores, seu amigo te traiu, sua família só trás problemas, sua irmã é uma boa bisca, seu cunhado só te pede dinheiro, seu trabalho está terrível ou quaisquer outras situações que te desestabilize, te aborreça e te deixe entristecido, então seu remédio é uma limpeza espiritual. Vamos à receita:

 

Passo 1 - institua um dia depois do trabalho. Mas tem que ser um daqueles em que o seu cérebro está em ponto de ebulição;

Passo 2 - escolha uma bebida alcoólica doce. Mas tem que ser uma que suba rápido e barato;

Passo 3 - ponha uma roupa bem confortável. Nada apertado, pernas de fora e descalço;

Passo 4 - ouça musica alta, mas nada melancólico. Escute um bom rock'n roll;

Passo 5 - cante alto, gritando, e substitua na letra da música algumas palavras pelos verbetes mágicos VTC, FDP e F.... E dance também. Dê muita risada, inclusive das merdas que cometemos e nos metemos. Mas não se deixe levar pela amargura dos problemas. Não chore em hipótese alguma;

Passo 6 - e como beber sem comer dá tonteira, coma umas bobagens que você realmente gosta. Normalmente aquela que engorda, cheia de gordura-trans e colesterol;

Passo 7 - vá dormir. Não programe o despertador e nem pense no dia seguinte. Acorde a hora que quiser.

 

Pronto. Você está de espírito lavado. Você vai acordar com uma baita dor de cabeça e tão ruim do estômago que nem vai lembrar de problemas. E se alguém lhe perguntar: “Nossa, o que aconteceu com você?” ou ainda afirmar: “Nossa, que cara de acabado!” Lembre do verbete e responda prontamente: VTC!



 Escrito por Clalter às 14h59 [] [envie esta mensagem] []






O Brasil só funciona depois do Carnaval

Publicado em 20/01/08

 

Sempre considerei aquela máxima de que o Brasil somente funciona depois do Carnaval como uma grande bobagem.

 

Os fatos de que o senado, o congresso e as escolas estão em férias nesse período, não representa um país parado. Afinal de contas, os políticos não fazem nada mesmo quando em atividade, as crianças em casa, ao contrário, representam maior consumo e a economia, como um todo, continua rodando.

 

Mas agora, depois de buscar respostas, para questões mal explicadas em âmbito político-econômico, entendo que existe uma realidade profunda nesse ditado popular. E, realmente, o Brasil somente funciona depois do carnaval. É, depois do carnaval de 2011 quando o Lula estiver fora da presidência. Isso se ele não arrumar um terceiro mandato. Alguém nos acuda por favor!

 

Então, revejo minha posição, a máxima é pertinente. E, irmãos, rezemos para que alguém de competência assuma a presidência em 2011 para não termos que esperar até fim do carnaval de 2015, 2019, 2023... Coitados dos meus netos.



 Escrito por Clalter às 14h53 [] [envie esta mensagem] []






Problemas

Publicado em 20/01/08

 

Eu tenho problemas. Você também tem. Eles, que incrível, tem também. Será coincidência? Não, pois sem problemas não há oportunidade, não há crescimento, não há aprendizado.

 

E porque alguns se afundam em problemas? Simplesmente por que o que os difere é a capacidade de resolvê-los ao invés de alimentá-los. Um problema é como uma bola de neve que, o quanto mais rola montanha abaixo, mais cresce, mais incontrolável fica e seu resultado final é sempre mais destrutivo.

 

Então, não alimente problemas com mais problemas. Não dê motivos para que um problema se complique. Como eu disse, um problema é uma oportunidade e, como tal, aproveite para crescer, aprender e viver. Seja esperto, tenhas mais soluções do que problemas.



 Escrito por Clalter às 14h51 [] [envie esta mensagem] []






Cliente quase morto (parte I)

Publicado em 20/01/08

 

Tenho um celular pós-pago. Minha fatura veio com um valor exorbitante contendo ligações recebidas e realizadas de um código de área onde não estive ou liguei. As duras custas, o assunto foi resolvido.

 

 

Não pretendo aqui descrever aqui a saga de todo processo, mas gostaria de descrever o ocorrido num dos contatos para tentativa de solução:

 

 

- Liguei para central de relacionamento, esperei a gravação e consegui contato com a atendente.

- Informei dados para confirmação cadastral, como solicitado. Afinal de contas, segurança é muito importante.

- Expliquei a situação à atendente, que me transferiu para área de contas.

- Na área de contas, informei dados para confirmação cadastral, como solicitado. Realmente eles são preocupados com segurança.

- Expliquei a situação novamente e informei o número do protocolo de reclamação aberto anteriormente.

- Solicitaram-me aguardar. E aguardei, aguardei, e finalmente... a ligação caiu.

- Liguei novamente para central de relacionamento, esperei a gravação e consegui contato com atendente, afinal sou um cara persistente.

- Informei dados para confirmação cadastral, como solicitado. Eu sei que é chato, mas segurança é segurança.

- Expliquei a situação, adicionando que em meu último contato a ligação foi perdida. Fui transferido para área de contas.

- Informei dados para confirmação cadastral, como solicitado. Que segurança, hein!

 

Continua a seguir (parte II)



 Escrito por Clalter às 14h36 [] [envie esta mensagem] []






Cliente quase morto (parte II)

Publicado em 20/01/08

Continuação

- Expliquei a situação, novamente. Informei o número do protocolo de reclamação aberto anteriormente.
- Soicitaram-me aguardar. Aguardei, aguardei e, finalmente, a ligação foi transferida automaticamente para a área de relacionamento.
- Informei, novamente, os dados para confirmação cadastral como solicitado. Eu já ouço meus dados do nada.
- Expliquei a situação, adicionando que estava ao telefone com outra atendente e aguardava parecer sobre meu caso.
- Fui informado que ela não podia fazer nada e que não podia retornar minha ligação para a área de contas. Disse que eu precisaria ligar novamente e solicitar contato com a área de contas.
- Liguei para central de relacionamento, esperei a gravação e consegui contato com atendente. Minhas unhas estavam todas roídas, em carne viva.
- Informei dados para confirmação cadastral, como solicitado, de forma mecanizada. Já estava sonhando acordado com meus dados cadastrais.
- Expliquei a situação. E na altura do campeonato, até confundi o conteúdo do assunto com os dados cadastrais. E fui transferido para área de contas.
- Informei dados para confirmação cadastral, como solicitado. Foi difícil manter-se polido.
- Expliquei a situação, novamente. Meus batimentos cardíacos estavam em mais de 200 por minuto e minha respiração ofegante.
- A atendente de contas informa que é um caso de clonagem e transferiu-me a área de clonagens.
- Informei dados para confirmação cadastral. Que saco! Meu corpo estava gelado, mal sentia minhas mãos. Minhas pupilas estavam dilatadas.
- Expliquei a situação, novamente, com o fígado na boca.
- A área de clonagens informou que meu telefone tem tecnologia GSM, de última geração, e que uma clonagem é impossível. Fui transferido para área de contas. Sentei-me na bacia sanitária e a diarréia veio como um ‘tsunami’.
- Prestes a uma AVC, informei dados para confirmação cadastral novamente. Realmente a segurança é uma merda.
- Expliquei a situação novamente, adicionando o que foi dito pela área de clonagens. Suplicando pela vida que se esvaia pelos meus poros, pedi encarecidamente à atendente que caso a ligação caísse, que por favor me retornasse a ligação. E ela disse então: - não podemos fazer isso senhor.
- Bem, a atendente informou que abriria um novo processo de reclamação. Desesperadamente, perguntei se o processo demoraria. A resposta foi assustadora: sim.
- Num último suspiro, seguido de tosse expelindo sangue da úlcera que explodira, perguntei: - moça, falta muito? Estou preocupado que a ligação caia. E ela disse: - Senhor, é assim mesmo. Por favor aguarde.
- Blim...blom...blow... celular mudo. A ligação caiu. Caí da bacia sanitária em choque.

Dessa vez eu desisti e não retornei a ligação. Afinal não tinha mais tempo a perder com isso, e muito menos saúde para agüentar tal provação. Aguardei a recuperação de minha saúde para nova tentativa.



 Escrito por Clalter às 14h34 [] [envie esta mensagem] []






2º Feira

Publicado em 02/12/07

 

O dia seguinte. Ah, o dia seguinte. Será que a semana poderia começar numa 3ºfeira e seus dias úteis se estenderem até 7ºfeira? Assim, talvez, os finais de semana sejam menos angustiantes por saber que uma nova semana não começaria numa SEGUNDONA.

 

Que segunda longa será essa de 03 de dezembro de 2007 para a nação corinthiana!



 Escrito por Clalter às 10h22 [] [envie esta mensagem] []






Paguei a língua

Publicado em 31/08/07

 

Sou fanático por futebol e SÃOPAULINO roxo. Às vezes intransigente, às vezes chato, mas sempre esportista e justo.

 

E veja como são as coisas: tenho criticado a seleção brasileira desde 1989, quando nosso ‘futebol arte’ iniciou sua metamorfose rumo à eficiência regada a correria e pegada. Desde então, tornei-me mero espectador da seleção, e não torcedor. Hoje, torço fervorosamente para um clube que ruma à largas braçadas ao pentacampeonato brasileiro, com a defesa menos vazada de todos os tempos, absolutamente focado em resultados, com ótimo preparo físico, espírito guerreiro e dirigido por um técnico característico dessa safra.

 

É... os tempos mudam e temos que nos adequar. Mas os espetáculos das Seleções de 82 e 86, dos São Paulos de 85, 86, 87, 92 e 93, dos professores da bola como Falcão, Zico, Sócrates, Careca, Raí, e tantos outros, assim como do Mestre Telê Santana deixam saudades.



 Escrito por Clalter às 10h19 [] [envie esta mensagem] []






Cada um tem o Bush que merece

Publicado em 29/08/2007

 

Estava eu a ler o artigo “Don't Learn English from this Man!” (Revista Speak Up – ed.222), sobre as colocações sem sentido e os erros na utilização da língua inglesa pelo presidente norte-americano George W. Bush. Lá pelas tantas, quando minha mente já projetava a figura de nosso presidente, dada a semelhança, li a seguinte expressão: “...endlessly mocked for his illiteracy”. Como minha habilidade na língua inglesa não foi suficiente para entender claramente a expressão, fui a busca do seu significado. Não me espantou, mas muito me fez rir, ao descobrir que a tradução livre era: “...eternamente gozado pelo seu analfabetismo”.

 

Qualquer semelhança é mera coincidência. Será?



 Escrito por Clalter às 10h18 [] [envie esta mensagem] []






Motorista Curitibano

Publicado em 12/06/2007

 

 

Antes de qualquer coisa, deixe-me valorizar o que deve ser valorizado. Curitiba é um exemplo de planejamento, limpeza, beleza, organização e demais adjetivos que fazem dessa cidade uma referência nacional e, até mesmo, internacional. Responsável por esse sucesso, seu povo, um pouco frio talvez pelo reflexo de uma região regada a invernos rigorosos para os padrões brasileiros, se torna amistoso tão logo ganhe confiança no próximo.

 

Regado a aspectos positivos, gostaria de explorar um pouco de um ponto interessante que não conta a favor do curitibano: sua habilidade e educação como motorista.

 

Acostumado a loucura da megalópole paulista, após oito anos ainda me causa estranheza dirigir aqui. Independente da finalidade de algumas práticas, algumas obrigatórias outras por educação, ressalto algumas que denotam pura imperícia e um comportamento psicopata do curitibano ao volante:

 

Seta: curitibano definitivamente não usa seta. Ao menos se colocasse a mão para fora do carro para indicar a direção a qual seguiria, já seria uma glória. Mas, na realidade, é capaz colocar a mão para fora para mostrar o dedo do meio rapidamente se você reclamar que ele não usou a seta.

 

Curva: não bastasse não usar a seta, ao fazer uma curva tem uma tendência terrível de dirigir um automóvel como se fosse um caminhão. A preparação para virar à esquerda é precedida de uma curva à direita, para depois virar para o lado certo, e vice-versa. E não reclame, pois caminhoneiro mostra o dedo do meio também.

 

Devagar em via expressa: essa é para irritar. Eles adoram trafegar em baixa velocidade em vias expressas, na pista da esquerda, como se fossem donos da rua. E se reclamar que ele está atrapalhando, lá vem o dedo do meio.

 

Ceder espaço: não consigo entender como um povo tão educado, de uma cidade exemplar, pode ser tão ignorante no trânsito. Ceder o espaço para alguém em meio ao trânsito, aguardar que alguém faça uma manobra ou esperar até que alguém saia de uma garagem, nem pensar. Ao contrário, ele acelera para bloquear a passagem. E se reclamar, vem dedo.

 

Espelho retrovisor: como não usa seta, faz curva como caminhão, anda devagar na pista expressa e não cede espaço, para que usar espelho? Para um motorista que se preocupa somente consigo, espelho é enfeite. E se tomar uma fechada, antes que possa reclamar, está lá o dedo estendido, em riste, numa velocidade superior aquela de tráfego em via expressa. Por acaso, uma velocidade que renderia uma multa fotográfica.

 

Se um dia isso tudo vai melhorar, não sei. Mas, eis uma boa referência para a indústria automotiva relativas as características do mercado e perfil do consumidor em Curitiba. Talvez possa oferecer espelhos retrovisores e seta como opcionais e, ainda, adicionar um dedinho do meio de borracha como acessório.



 Escrito por Clalter às 10h08 [] [envie esta mensagem] []




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